terça-feira, 15 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Teorizando
Sempre tive problemas com a palavra teoria. Sempre.
Me perdia facilmente com representações teóricos sobre matemática, física, química. Sou a favor da prática, sem ensinamentos.
Pois é, foi no meio de uma aula de semiótica que percebi que entender o mundo teoricamente é uma tarefa complicada.
Queridos professores, todos, sem exceção, de todas as séries, cursos e ensinamentos alheios, a simples pronúncia da palavra teoria me arrepia do dedo do pé ao último fio de cabelo. Me assusta. Apavora, para ser mais exata. Melhor não citar a palavra exatas por aqui... foi fugindo dela que me enfiei no mundo das Ciências Humanas e me dei conta que não adianta fugir dos temores, eles sentem seu cheiro, seguem seu rastro e aparecerem mesmo quando o céu está aberto. Afinal de contas, depois de um céu azul sempre pode amanhecer um dia de chuva.
E é assim, teorizando sobre teoria que chego a finalidade deste texto. Foi querendo enganar a mim mesma, que confundi o errado com o certo, troquei o correto pelo duvidoso e caí mais uma vez em buraco. Todo dia é mais uma tentativa de saída. Em vão. Vou te contar um segredo, até as horas repetem uma vez por dia. Sabe aquela clássica, "o mundo dá voltas?", me deparei com ela mais uma vez. Foi ela quem sussurrou que milagres não existem, sempre podemos dar um passo atrás, mas mesmo consertando tudo a cicatriz vai deixar bem claro que passou, mas doeu.
Não desisti, eu juro. Estou aos poucos recolhendo os meus pedaços que deixei espalhados por aí. Estou usando tudo o que posso como suporte, elixir da força, trampolim. Preciso. Fecho mais um lamento, se quiserem me enviem um muro.
Chega de rodeios, vou partir para prática.
Música linda do meu filme preferido.
domingo, 23 de maio de 2010
Ponto.
Não dá mais. A Gabriela cansou. Gabriela já desfez as malas duas vezes, mas na terceira talvez ela não desista. Talvez ela volte para os braços da mãe, o mundo aí fora não foi bom com ela. Ou talvez a pequena só colheu o que plantou. Já não existem mais forças, motivação e espera.
O que foi antes não volta mais, não há conserto para tudo. Palavras não voltam atrás e a falta delas nunca mais poderá ser preenchida. Julgue, eu já não me importo mais...
A menina vai fechar para balanço. Gabriela só quis atenção, conseguiu. Já perdeu, não quer mais. Sua ambição pede mais: dessa vez quer amor, sem distância, pontos de interrogação ou crises. Amor sereno, que só acabe com um gordo ponto final.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Opção
Escrevi repetitivamente em uma folha de papel qualquer, treinei caligrafia e decorei:
"Tristeza não tem fim, felicidade sim..."
Se eu acreditei? Hoje não, amanhã também talvez. Dobrei a folha e não ousei pensar em mais nada. Tentar entender cansa, preferi fechar os olhos. Se for para viver de tristeza que seja de olhos fechados.
domingo, 2 de maio de 2010
Finito
Eu não vou mais abrir aquela porta. Não vou mais respirar do mesmo ar daquela sala. Só quero tempo, distância e sossego. Fique com tudo, esbanje, festeje e me esqueça. Eu nunca fui mais do que mais uma que lotava seu espaço. Será?
Suas lágrimas ainda estão no meu ombro. Seus problemas ainda perturbam minhas noite, mas chegou a hora do ponto final. Sem querido, meu bem ou amigo. Te dou de presente apenas minha indiferença, conquistada por poucos e nunca antes desejada.
Nessa brincadeira de tentar lhe guiar pelo caminho correto, fui jogada para fora da estrada como lixo. Desmoralizada. Sem forças, mas ainda em cima de um belo salto alto.
Não quero suas palavras, suas construções errantes, sem verbos conjugados e adjetivos desnecessários. A partir de hoje funciona assim: sem você, eu sou eu.
Seus belos olhos azuis não me confundem mais. Sua graça, bela risada e jeito desengonçado perderam o brilho naquela noite. Perdi seu telefone entre as lembranças, esqueci seu endereço na calçada ao lado. E quer saber, não doeu.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
E por fim...
É só isso. Se é que você me entende. Se é que aquilo era amor. Se é que era algo. Se é que existiu. Se é que importou. Se é que lembram. Sem delongas, eu já não vivo apenas de finais: aprecio o clímax.
domingo, 28 de março de 2010
Subentendido
Eu queria que bastasse as conversas sem rumo, as noites sem sono e você bem longe. Queria que bastasse o amor que sentia, o que não veio, o que doeu. Queria o suficiente para viver, para te esquecer, o necessário para mim. E tudo seria da minha maneira, moldado aos meus desejos, escrito com as minhas palavras e resumido em poucas linhas. Seria belo ao meus olhos, coberto por brilho e com cheiro de chuva.
Mas ao meu lado você não anda mais, suas palavras não são minhas, suas dores não me pertencem, sua atenção quebrou-se em mil pedaços e em nenhum deles me enxergo. Nossa vez já passou, querido. Sou apenas o seu ontem, que bate a sua porta implorando por uma mera lembrança. Hoje sou o que você não precisa lembrar. A peça de xadrez descartada, por você ou por qualquer um que encontrou verdade em seus olhos. Sou o colo que já está empoeirado e que vai continuar sozinho.
Esse meu conformismo é falso. A mais verdadeira mentira. O sentimento de real que nem você conseguiu dar.
Eu tenho medo do que posso ser daqui para a frente. Amargura corrói, tristeza incomoda e amor mal resolvido nunca termina com um ponto final. 'Se o amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber'.
Por culpa da terça, do tilt e dessa música.
terça-feira, 23 de março de 2010
Mais um
É que eu fiquei um pouco seca, sem lágrimas. Escondida. Chorando sozinha. É querido, só sei sofrer assim. Resmungo quantos dias faltam, não quero falar sobre isso com mais ninguém. Hoje não posso lembrar que amanhã não te verei, que depois de amanhã também não.
Me disseram para eu esperar, nossas vidas irão se cruzar. Eu acredito em destino, mas não acredito na sorte. É só isso. Me falta seu colo e sua paz. Não procurei em mais ninguém, foi só com você que não temi o futuro.
Não vou mais insistir para você voltar. Até mais.
quinta-feira, 11 de março de 2010
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