terça-feira, 21 de setembro de 2010

Preste atenção, querida

É que bateu aquele vazio, aquele nó comprido que não se desenlaça. Aquela vontade de não sei o que misturada com para onde eu vou. É que eu quero demais, espero demais, tudo demais. Quando é que a vida achou que eu merecia tudo de menos?
Roteiros repetidos com falas já gastas. Histórias sem clímax, finais sem aplausos e mais um repeat ligado.
É que eu espero demais do amanhã e ele só traz o que acha que deve trazer.
Mais uma vez.


E hoje Cartola soprou em meu ouvido: 'Preste atenção, querida, embora eu saiba que estás resolvida em cada esquina cai um pouco a tua vida, em pouco tempo não serás mais o que és.'


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Decidi

Acho que eu te amo. Descobri entre tantos outros pensamentos que não enxergo meus caminhos sem você desenhando parte deles, mas ainda sim busco em lembranças empoeiradas o momento que te vi crescendo em minha vida.
E aí, na mesma noite em que decidi que te amava, perguntei sussurrando 'será que você me ama?'. Eu sei que sim, mas sempre delicio o gosto da dúvida. Se isso importasse eu não teria medo de dizer mais uma vez: eu te amo, mesmo sem querer, mesmo confusa, mesmo inquieta. Eu te amo porque escolhi te amar, escolhi você.
Eu também te odeio, na mesma proporção, pelo simples fato de não te ter aqui.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Aquele em que ela faz 20 anos


Foram 20. Tudo em um dia. Lembrei de quase todos, daquele em que soprei as velas apenas com meu irmão e minha mãe na cozinha de casa. Dos tantos bolos que chegaram até a escola, da primeira surpresa. Daquele memorável aniversário de 4 anos, do bico aos 10, do porre aos 18, da tristeza aos 19.
No começo senti necessidade de alegrar o dia 23 com algo que encapasse as más lembranças do ano anterior. Difícil. Juro que até às 11 da noite declarei impossível.
Chorei por horas. Tudo o que eu mais queria era um almoço com meus pais, a pouca fala do irmão mais velho e olhar esnobe do irmão do meio. Queria rolar no piso gelado com o cachorro, cochilar assistindo tv e acordar para mais uma novela em família. Queria quem estava a mais de 400 quilometros. Eu quis.
Não despertei dando bom dia ao sol, pelo contrário, preferi fechar as cortinas e me aborrecer. Empilhei tudo que estava no chão em cima da cama, ainda está tudo por lá, mas dou risada ao lembrar do tempo que vou perder colocando cada qual no seu devido lugar. Resolvi que hoje eu deveria atrasar. O fiz.
Correu tudo muito bem pela manhã, até acreditei que meu dia poderia ser mais animado, colorido e com brilho de festa. Porém, o ponteiro do relógio alcançou bem rápido a marca das cinco da tarde. Já faltavam poucos horas para salvar meu dia e a partir daí pouco me importava.
Nesse dia 23, senti na pele o que ser esquecida. O mundo realmente teima em girar. E engoli a seco sentimentos de 2008. Enfim, proposital ou sem querer, aconteceu. E é nessas horas que pensamos duas vezes antes do terceiro passo.
A minha alternativa depois do fracasso do dia foi dormir. Me encolhi no sofá, torcendo em pensamento para que telefone, campainha ou interfone tocassem em conjunto, mas não me importaria se tocassem sozinhos. Se algum deles tocasse...
Eram mais de 23h, do dia 23 de agosto. Alguém me disse que eu não precisava terminar a noite sozinha, agarrei a companhia com unhas e dentes, com a mesma força que insultei meus queridos em pensamento. 23h20. O meu parabéns. Todos eles reunidos, sorrindo, cantanto. Confesso, não os enxerguei. Tapei meus olhos sem acreditar que eles olhavam para mim, cantavam para mim, desejam felicidades para a matonense que nem sempre acertou com todos, tão pouco está com eles todos os dias. Chorei mais uma vez. Alívio, que alívio. Para quem se perdeu: recebi a mais linda festa surpresa. Sem grandes aparições, sem frescura. Um bolo, que me fez lembrar de casa, da cozinha, da mão suja de chocolate e do abraço apertado da minha mãe. Me senti em casa.
Faltavam rostos entre aquelas palmas, mas não os esqueci.
Eu agradeço a todos: Tuki, Carol, Moda, Johny, Kiko, Marcos, Narrá, Fer, Clóvis, Berna, Fab e Vinny. Agradeço a Luciana por me erguer de um buraco e me lembrar a cada dia de quem eu sou. Com vocês é fácil ser feliz. Ah, como é.
Obrigada mãe por me amar incondicionalmente. Obrigada pai por me deixar ser sua filha. Obrigada Tiago pelas boas risadas que escaparam entre muitas lágrimas. Obrigada Michel por não me esquecer. Obrigada Ju, por um dos presentes mais desejados por mim, uma carta escrita a mão. Obrigada Gui pela ligação que me fez lembrar como é bom estar na Terra da Saudade e Jeh por repetir que ama quando é de amor que eu preciso.
Obrigada Deus, por me deixar viver 20 anos. Até os 21.

Update: Obrigada Naiá por ser minha melhor desde sempre. A minha fonte de cafeína, meu conforto e segurança. Como é bom te ter por perto.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dia claro

Hoje eu resolvi escrever porque acordei de mau humor, mas estou indo dormir sorrindo.
Porque meu dia foi mais feliz, mesmo com o meu corpo estendido no sofá boa parte dele.
Talvez eu tenha acordado mais serena, mesmo com a cara amassada e o sorriso amarelo. Talvez a falta do som do despertador tenha me relembrado de como é despertar sem força, abrir os olhos depois de uma boa espreguiçada.
Estou feliz e confesso que há tempos não sentia serenidade nessas horas. Passou sem dramas, daqui a pouco é outro dia e não sangrei por nada hoje. Acredite quando eu digo: que delícia.
Sou mais eu quando tenho amor sincero a minha volta. Finco-me ao chão quando o primeiro sorriso do dia é o meu. Apesar do dia frio, apesar da chuva rala, apesar dos problemas materiais, meu coração hoje está calmo. Agosto, definitivamente, começou. Serão dias de expectativa, lembranças, decisões e segundos passos.
Até meus 20 anos muita coisa pode acontecer, mas lhes confesso que já posso olhar para cima sem medo da tempestade...enfim.
Mais alguns dias para eu fechar mais uma década, concluir mais um capítulo e abraçar o mundo mais uma vez. Nos vemos em breve.

Obrigada pela ótima recomendação, Youtube.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Foi

Nosso tempo passou, você percebeu? Hoje eu percebi.
E eu vi que nunca compensou as conversas sem fim, os dedos apontados e a cabeça baixa. Eu sempre fui o que eu quis ser e você querendo o contrário.
Foi assim, mesmo não gostando de finais sem pontos finais eu ainda acho que as coisas se acertam quando a gente para de tentar consertá-las.
Excesso de curativo não faz a ferida sarar mais rápido, a cola que conserta o vaso é usada com cautela, é com conversa rasteira que as partes se entendem.
Eu fui mais você quando eu pude, hoje já não posso mais.

domingo, 27 de junho de 2010

Melhor assim


Mas eu quis te dizer tanta coisa que hoje elas apenas se resumem em poucas palavras: é o fim, pena.

Nota 0

Queria lhes confessar uma coisa: que ano chato. Poucas coisas realmente entusiasmam quando o mundo resolve que este não é seu momento. Olha, se isso for uma conspiração entre vocês e o universo, PAREM. Já ficou boring, ok?
Não pedi para ter uma vida cheia de aventuras, mas vida, cá para nós, quantas vezes você fez meu mundo ficar de cabeça para baixo. Vou te dar uma dica, nesse mês mais de 5. Gostou de brincar comigo? Ótimo, agora chega. E por sinal, eu não gostei.
Posso dizer que por causa disso tudo pensei demais no meu futuro. Em relação a carreira, amizades, família e eu. Repensei comportamentos e ações, listei erros e acertos e sabe o que fiz com tudo isso? Amassei e joguei fora. Nunca fui de me prender a regras escritas em linhas de um papel qualquer. Guardo comigo convicções e manias, desejos e certezas e fico feliz em trocá-los de lugar a um simples piscar de olhos. Eles são meus, só meus e ultimamente tenho dito isto para quem quiser ouvir.
Ainda estou bagunçada, com o ânimo de um bicho-preguiça e com coragem apenas para dormir. Depois de tudo o que aconteceu nesse desastroso mês de junho, resolvi não dar mais ouvidos. Ouvi demais, processei por muito tempo e acabou do jeito que ninguém esperava, do avesso.
Estou indo conforme meu passo, se o vento soprar mais forte quem sabe eu não abra os braços e tente voar. E já não sei onde quero chegar, mas sabe...vou com a ânsia de um dia estar lá. Vou sim.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Olha,

...eu nunca te quis longe de mim, eu juro.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Teorizando

Sempre tive problemas com a palavra teoria. Sempre.
Me perdia facilmente com representações teóricos sobre matemática, física, química. Sou a favor da prática, sem ensinamentos.
Pois é, foi no meio de uma aula de semiótica que percebi que entender o mundo teoricamente é uma tarefa complicada.
Queridos professores, todos, sem exceção, de todas as séries, cursos e ensinamentos alheios, a simples pronúncia da palavra teoria me arrepia do dedo do pé ao último fio de cabelo. Me assusta. Apavora, para ser mais exata. Melhor não citar a palavra exatas por aqui... foi fugindo dela que me enfiei no mundo das Ciências Humanas e me dei conta que não adianta fugir dos temores, eles sentem seu cheiro, seguem seu rastro e aparecerem mesmo quando o céu está aberto. Afinal de contas, depois de um céu azul sempre pode amanhecer um dia de chuva.

E é assim, teorizando sobre teoria que chego a finalidade deste texto. Foi querendo enganar a mim mesma, que confundi o errado com o certo, troquei o correto pelo duvidoso e caí mais uma vez em buraco. Todo dia é mais uma tentativa de saída. Em vão. Vou te contar um segredo, até as horas repetem uma vez por dia. Sabe aquela clássica, "o mundo dá voltas?", me deparei com ela mais uma vez. Foi ela quem sussurrou que milagres não existem, sempre podemos dar um passo atrás, mas mesmo consertando tudo a cicatriz vai deixar bem claro que passou, mas doeu.

Não desisti, eu juro. Estou aos poucos recolhendo os meus pedaços que deixei espalhados por aí. Estou usando tudo o que posso como suporte, elixir da força, trampolim. Preciso. Fecho mais um lamento, se quiserem me enviem um muro.



Chega de rodeios, vou partir para prática.
Música linda do meu filme preferido.
Me too.