É só isso. Se é que você me entende. Se é que aquilo era amor. Se é que era algo. Se é que existiu. Se é que importou. Se é que lembram. Sem delongas, eu já não vivo apenas de finais: aprecio o clímax.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Subentendido
Eu queria que bastasse as conversas sem rumo, as noites sem sono e você bem longe. Queria que bastasse o amor que sentia, o que não veio, o que doeu. Queria o suficiente para viver, para te esquecer, o necessário para mim. E tudo seria da minha maneira, moldado aos meus desejos, escrito com as minhas palavras e resumido em poucas linhas. Seria belo ao meus olhos, coberto por brilho e com cheiro de chuva.
Mas ao meu lado você não anda mais, suas palavras não são minhas, suas dores não me pertencem, sua atenção quebrou-se em mil pedaços e em nenhum deles me enxergo. Nossa vez já passou, querido. Sou apenas o seu ontem, que bate a sua porta implorando por uma mera lembrança. Hoje sou o que você não precisa lembrar. A peça de xadrez descartada, por você ou por qualquer um que encontrou verdade em seus olhos. Sou o colo que já está empoeirado e que vai continuar sozinho.
Esse meu conformismo é falso. A mais verdadeira mentira. O sentimento de real que nem você conseguiu dar.
Eu tenho medo do que posso ser daqui para a frente. Amargura corrói, tristeza incomoda e amor mal resolvido nunca termina com um ponto final. 'Se o amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber'.
Por culpa da terça, do tilt e dessa música.
terça-feira, 23 de março de 2010
Mais um
É que eu fiquei um pouco seca, sem lágrimas. Escondida. Chorando sozinha. É querido, só sei sofrer assim. Resmungo quantos dias faltam, não quero falar sobre isso com mais ninguém. Hoje não posso lembrar que amanhã não te verei, que depois de amanhã também não.
Me disseram para eu esperar, nossas vidas irão se cruzar. Eu acredito em destino, mas não acredito na sorte. É só isso. Me falta seu colo e sua paz. Não procurei em mais ninguém, foi só com você que não temi o futuro.
Não vou mais insistir para você voltar. Até mais.
quinta-feira, 11 de março de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Sobre mim
Confesso: sou egoísta. E nem tento argumentar que esse egoísmo pode ser normal ou até mesmo bom. Egoísmo é égoísmo e fim de papo.
Quando paro e observo o que de diferente vem andando ao meu lado, vejo que mudei de um tempo para cá. Nunca fui de confiar muito no ser humano, guardava a sete chaves desejos, frustações, dúvidas e opiniões. Bom, nem tudo mudou. A insistente mania de pensar que os que me rodeiam é que devem reclamar, eu ainda não sofri como eles, seus problemas são realmente maiores, ainda não me abandonou. Será que estou sentanda em um bar, escorada no balcão vendo a vida de cada um passar, enquanto eu emudeço e me recolho? O papel de figurante talvez seja mais interessante: sem grandes aparições, sem expressão, nulo. Ser atriz principal da minha vida nunca esteve entre meus planos.
Assumi o perfil de amiga e isso por muito tempo foi o suficiente, até quando notei que eu era a única que participava só dessa brincadeira. Amigos são bons, mas não são tudo. Apesar de tê-los ainda existe a falta de um beijo de boa noite e um sorriso ao raiar do dia. Carência? Não. Falta de histórias, falta de riscos, falta de optar pelo incerto e descobrir o correto. A falta de sonhar com o dia de amanhã, de esperar pelo próximo fim de semana, de pensar alto e de estar... ao lado. Deve ser por isso, descobri que só tenho você para amar, egoísmo. Aceita ser meu par?
*música que tocava enquanto eu escrevia.
Quando paro e observo o que de diferente vem andando ao meu lado, vejo que mudei de um tempo para cá. Nunca fui de confiar muito no ser humano, guardava a sete chaves desejos, frustações, dúvidas e opiniões. Bom, nem tudo mudou. A insistente mania de pensar que os que me rodeiam é que devem reclamar, eu ainda não sofri como eles, seus problemas são realmente maiores, ainda não me abandonou. Será que estou sentanda em um bar, escorada no balcão vendo a vida de cada um passar, enquanto eu emudeço e me recolho? O papel de figurante talvez seja mais interessante: sem grandes aparições, sem expressão, nulo. Ser atriz principal da minha vida nunca esteve entre meus planos.
Assumi o perfil de amiga e isso por muito tempo foi o suficiente, até quando notei que eu era a única que participava só dessa brincadeira. Amigos são bons, mas não são tudo. Apesar de tê-los ainda existe a falta de um beijo de boa noite e um sorriso ao raiar do dia. Carência? Não. Falta de histórias, falta de riscos, falta de optar pelo incerto e descobrir o correto. A falta de sonhar com o dia de amanhã, de esperar pelo próximo fim de semana, de pensar alto e de estar... ao lado. Deve ser por isso, descobri que só tenho você para amar, egoísmo. Aceita ser meu par?
*música que tocava enquanto eu escrevia.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
De Londrina a Israel
Dei um gole comprido naquela cerveja quase quente, senti os olhos cheios d'água e não enxerguei em ninguém o que vejo em você. Era noite de carnaval, meu melhores amigos me rodeavam, a marca preferida de cerveja dentro da caneca e o olhar meio distante. A frase que eu uso para justificar algo a muitos serviu como uma luva: nem sempre se pode ter tudo. Entender e aceitar são atitudes distintas e confesso que aceitarei aos poucos, bem aos pocos.
Tenho a insistente mania de sofrer por antecipação, mas não consegui deixar de pensar em como tudo vai ficar depois que aquela porta for trancada pela última vez. Fui pega de surpresa, fingi não acreditar, pensei em te convencer a ficar, mas lembrei do tempo que te conheço. Não que seja uma eternidade, mas te conheço o suficiente para não fazê-lo.
Ah meu bem, venho descobrindo a duras penas que o 'para sempre' foi a invenção de um tolo que acreditou demais nas poucas certezas da vida. Pelo menos o que eu SEMPRE tive de você foi a sinceridade, o abraço apertado e o 'eu te amo' baixinho.
Eu seguro o choro quando penso que você está se despedindo antes de tudo acabar, mas tento me lembrar de que você não é o único amigo que eu perdi para a distância. Infelizmente.
O que me resta dizer é que eu deixo você atravessar o oceano com todas as lembranças e expectativas para sua nova vida. Eu também te amo, muito além do que você imagina, meu lindo. E eu ainda vou falar muito de você, ah se vou.
Ah meu bem, venho descobrindo a duras penas que o 'para sempre' foi a invenção de um tolo que acreditou demais nas poucas certezas da vida. Pelo menos o que eu SEMPRE tive de você foi a sinceridade, o abraço apertado e o 'eu te amo' baixinho.
Eu seguro o choro quando penso que você está se despedindo antes de tudo acabar, mas tento me lembrar de que você não é o único amigo que eu perdi para a distância. Infelizmente.
O que me resta dizer é que eu deixo você atravessar o oceano com todas as lembranças e expectativas para sua nova vida. Eu também te amo, muito além do que você imagina, meu lindo. E eu ainda vou falar muito de você, ah se vou.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Falta
Sorrimos e sem entender o que aconteceria daquele instante para frente, juramos não nos perder.
Porque é assim que a vida funciona, perdemos objetos, amores, dores e pessoas. Sem querer. Sem hora, com ou sem dor.
Como eu entendi isso? Quando notei que a falta não chegou quando eu aprendi a amar, ela nasceu comigo. E acredite, ela só vai crescer. Comigo, sempre.
Se ela me faz mal? Pelo contrário, é com ela que tenho as melhores lembranças, recordações embrulhadas em papéis de seda. Com cores e cheiros, com vida e nostalgia além do excitante barulho de papel amassado.
Quer saber... vou ali viver, para sentir falta do que hoje me faz feliz.
Porque é assim que a vida funciona, perdemos objetos, amores, dores e pessoas. Sem querer. Sem hora, com ou sem dor.
Como eu entendi isso? Quando notei que a falta não chegou quando eu aprendi a amar, ela nasceu comigo. E acredite, ela só vai crescer. Comigo, sempre.
Se ela me faz mal? Pelo contrário, é com ela que tenho as melhores lembranças, recordações embrulhadas em papéis de seda. Com cores e cheiros, com vida e nostalgia além do excitante barulho de papel amassado.
Quer saber... vou ali viver, para sentir falta do que hoje me faz feliz.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Borracha
Nossa história poderia ser escrita a lápis, seria mais fácil consertar os erros, remendar as partes e continuar sem você. Isso mesmo, sem você.
Se por acaso fosse assim, hoje te apagaria. Sem receio, apenas com vontade de não persistir no erro pela milésima vez. Se tivesse sorte, te escalaria para ser co-adjuvante da minha vida. Errei ao te nomear o personagem principal do meu enredo, muito antes você seria apenas um transeunte. Uma fala no meio de tantas discussões. Uma sombra naquela rua escura. Não seria nada.
Agora é tarde, mas te dou a liberdade de sair, sem pedir licença. Te quero por inteiro. Viver de meias-verdades? Não. A metade já não me é suficiente. Minto, ela nunca foi.
Se por acaso fosse assim, hoje te apagaria. Sem receio, apenas com vontade de não persistir no erro pela milésima vez. Se tivesse sorte, te escalaria para ser co-adjuvante da minha vida. Errei ao te nomear o personagem principal do meu enredo, muito antes você seria apenas um transeunte. Uma fala no meio de tantas discussões. Uma sombra naquela rua escura. Não seria nada.
Agora é tarde, mas te dou a liberdade de sair, sem pedir licença. Te quero por inteiro. Viver de meias-verdades? Não. A metade já não me é suficiente. Minto, ela nunca foi.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Quarto
E fui juntando tudo que não prestava, tudo que estava sujo, imundo, o que estava fora do lugar, o que não tinha mais serventia, aquilo que eu não gostava, o que não me servia mais. Peguei de pouco em pouco, aos montes, com raiva, com recordações, sem medo, com vontade. Empilhei e fiquei observando... por horas.
Mudei de ideia. Recolhi o que caiu e guardei. Separei o que eu ainda não tinha cansado de ver e amontoei em um canto qualquer. Enumerei em pensamento quantas vezes já tinha tentado me livrar daquilo tudo. Perdi as contas por conta de um espirro, era muita poeira.
Ouvi alguém dizer "mas ela ainda está lá?". Sim, estou. Como prego na madeira, torto, enferrujado, feio mas, ainda lá. Foi aí que eu encontrei o que eu não esperava. Papel de caderno, amassado, escrita de caneta bic e com as palavras mais esclarecedoras que eu já tinha visto:
Mudei de ideia. Recolhi o que caiu e guardei. Separei o que eu ainda não tinha cansado de ver e amontoei em um canto qualquer. Enumerei em pensamento quantas vezes já tinha tentado me livrar daquilo tudo. Perdi as contas por conta de um espirro, era muita poeira.
Ouvi alguém dizer "mas ela ainda está lá?". Sim, estou. Como prego na madeira, torto, enferrujado, feio mas, ainda lá. Foi aí que eu encontrei o que eu não esperava. Papel de caderno, amassado, escrita de caneta bic e com as palavras mais esclarecedoras que eu já tinha visto:
"Durante algum tempo fiz coisas antigas como chorar e sentir saudade da maneira mais humana possível: fiz coisas antigas e humanas como se elas me solucionassem. Não solucionaram."
(C.F. Abreu)
(C.F. Abreu)
Fechei a porta e a tranquei pela última vez. Eu já não precisava de mais nada daquele lugar. De agora em diante vou andar de mãos dadas comigo, ah... o amanhã já chega e o que aconteceu hoje só vai ser mais uma história para quem quiser contar.
*Cantarolei essa o dia todo. Acho que foi porque pensei na Ná. :)
*Cantarolei essa o dia todo. Acho que foi porque pensei na Ná. :)
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Primeiro
Será que é mais uma? Será que eu vou acreditar em mais uma? Quantas já foram, hein? Afinal, sempre que te vejo é uma nova.
Eu só estou cansada dessa provocação, por vezes involuntária. Dessa mania incessante de se dizer meu e fazer longe dos meus olhos o que reprovo e o que não sei.
Já foram tantas águas, moço. Tantas que até nem sei.
Eu só precisava gritar, e sempre o faço com você...
Eu só estou cansada dessa provocação, por vezes involuntária. Dessa mania incessante de se dizer meu e fazer longe dos meus olhos o que reprovo e o que não sei.
Já foram tantas águas, moço. Tantas que até nem sei.
Eu só precisava gritar, e sempre o faço com você...
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