sexta-feira, 16 de julho de 2010

Foi

Nosso tempo passou, você percebeu? Hoje eu percebi.
E eu vi que nunca compensou as conversas sem fim, os dedos apontados e a cabeça baixa. Eu sempre fui o que eu quis ser e você querendo o contrário.
Foi assim, mesmo não gostando de finais sem pontos finais eu ainda acho que as coisas se acertam quando a gente para de tentar consertá-las.
Excesso de curativo não faz a ferida sarar mais rápido, a cola que conserta o vaso é usada com cautela, é com conversa rasteira que as partes se entendem.
Eu fui mais você quando eu pude, hoje já não posso mais.

domingo, 27 de junho de 2010

Melhor assim


Mas eu quis te dizer tanta coisa que hoje elas apenas se resumem em poucas palavras: é o fim, pena.

Nota 0

Queria lhes confessar uma coisa: que ano chato. Poucas coisas realmente entusiasmam quando o mundo resolve que este não é seu momento. Olha, se isso for uma conspiração entre vocês e o universo, PAREM. Já ficou boring, ok?
Não pedi para ter uma vida cheia de aventuras, mas vida, cá para nós, quantas vezes você fez meu mundo ficar de cabeça para baixo. Vou te dar uma dica, nesse mês mais de 5. Gostou de brincar comigo? Ótimo, agora chega. E por sinal, eu não gostei.
Posso dizer que por causa disso tudo pensei demais no meu futuro. Em relação a carreira, amizades, família e eu. Repensei comportamentos e ações, listei erros e acertos e sabe o que fiz com tudo isso? Amassei e joguei fora. Nunca fui de me prender a regras escritas em linhas de um papel qualquer. Guardo comigo convicções e manias, desejos e certezas e fico feliz em trocá-los de lugar a um simples piscar de olhos. Eles são meus, só meus e ultimamente tenho dito isto para quem quiser ouvir.
Ainda estou bagunçada, com o ânimo de um bicho-preguiça e com coragem apenas para dormir. Depois de tudo o que aconteceu nesse desastroso mês de junho, resolvi não dar mais ouvidos. Ouvi demais, processei por muito tempo e acabou do jeito que ninguém esperava, do avesso.
Estou indo conforme meu passo, se o vento soprar mais forte quem sabe eu não abra os braços e tente voar. E já não sei onde quero chegar, mas sabe...vou com a ânsia de um dia estar lá. Vou sim.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Olha,

...eu nunca te quis longe de mim, eu juro.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Teorizando

Sempre tive problemas com a palavra teoria. Sempre.
Me perdia facilmente com representações teóricos sobre matemática, física, química. Sou a favor da prática, sem ensinamentos.
Pois é, foi no meio de uma aula de semiótica que percebi que entender o mundo teoricamente é uma tarefa complicada.
Queridos professores, todos, sem exceção, de todas as séries, cursos e ensinamentos alheios, a simples pronúncia da palavra teoria me arrepia do dedo do pé ao último fio de cabelo. Me assusta. Apavora, para ser mais exata. Melhor não citar a palavra exatas por aqui... foi fugindo dela que me enfiei no mundo das Ciências Humanas e me dei conta que não adianta fugir dos temores, eles sentem seu cheiro, seguem seu rastro e aparecerem mesmo quando o céu está aberto. Afinal de contas, depois de um céu azul sempre pode amanhecer um dia de chuva.

E é assim, teorizando sobre teoria que chego a finalidade deste texto. Foi querendo enganar a mim mesma, que confundi o errado com o certo, troquei o correto pelo duvidoso e caí mais uma vez em buraco. Todo dia é mais uma tentativa de saída. Em vão. Vou te contar um segredo, até as horas repetem uma vez por dia. Sabe aquela clássica, "o mundo dá voltas?", me deparei com ela mais uma vez. Foi ela quem sussurrou que milagres não existem, sempre podemos dar um passo atrás, mas mesmo consertando tudo a cicatriz vai deixar bem claro que passou, mas doeu.

Não desisti, eu juro. Estou aos poucos recolhendo os meus pedaços que deixei espalhados por aí. Estou usando tudo o que posso como suporte, elixir da força, trampolim. Preciso. Fecho mais um lamento, se quiserem me enviem um muro.



Chega de rodeios, vou partir para prática.
Música linda do meu filme preferido.
Me too.

domingo, 23 de maio de 2010

Ponto.

Não dá mais. A Gabriela cansou. Gabriela já desfez as malas duas vezes, mas na terceira talvez ela não desista. Talvez ela volte para os braços da mãe, o mundo aí fora não foi bom com ela. Ou talvez a pequena só colheu o que plantou. Já não existem mais forças, motivação e espera.
O que foi antes não volta mais, não há conserto para tudo. Palavras não voltam atrás e a falta delas nunca mais poderá ser preenchida. Julgue, eu já não me importo mais...
A menina vai fechar para balanço. Gabriela só quis atenção, conseguiu. Já perdeu, não quer mais. Sua ambição pede mais: dessa vez quer amor, sem distância, pontos de interrogação ou crises. Amor sereno, que só acabe com um gordo ponto final.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Opção

Escrevi repetitivamente em uma folha de papel qualquer, treinei caligrafia e decorei:
"Tristeza não tem fim, felicidade sim..."
Se eu acreditei? Hoje não, amanhã também talvez. Dobrei a folha e não ousei pensar em mais nada. Tentar entender cansa, preferi fechar os olhos. Se for para viver de tristeza que seja de olhos fechados.

domingo, 2 de maio de 2010

Finito

Eu não vou mais abrir aquela porta. Não vou mais respirar do mesmo ar daquela sala. Só quero tempo, distância e sossego. Fique com tudo, esbanje, festeje e me esqueça. Eu nunca fui mais do que mais uma que lotava seu espaço. Será?
Suas lágrimas ainda estão no meu ombro. Seus problemas ainda perturbam minhas noite, mas chegou a hora do ponto final. Sem querido, meu bem ou amigo. Te dou de presente apenas minha indiferença, conquistada por poucos e nunca antes desejada.
Nessa brincadeira de tentar lhe guiar pelo caminho correto, fui jogada para fora da estrada como lixo. Desmoralizada. Sem forças, mas ainda em cima de um belo salto alto.
Não quero suas palavras, suas construções errantes, sem verbos conjugados e adjetivos desnecessários. A partir de hoje funciona assim: sem você, eu sou eu.

Seus belos olhos azuis não me confundem mais. Sua graça, bela risada e jeito desengonçado perderam o brilho naquela noite. Perdi seu telefone entre as lembranças, esqueci seu endereço na calçada ao lado. E quer saber, não doeu.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

E por fim...


É só isso. Se é que você me entende. Se é que aquilo era amor. Se é que era algo. Se é que existiu. Se é que importou. Se é que lembram. Sem delongas, eu já não vivo apenas de finais: aprecio o clímax.